domingo, 24 de julho de 2016

Serie Musicologia Alagoana - nº 1

Comemorar os 70 de criação da Primeira Escola de Música em Traipu?

O Baixo São Francisco teve seu desenvolvimento cultural atrelado à hidrovia do Baixo São Francisco, Decreto Imperial de 1866 que permitiu a navegação na região. A música, que teve em Penedo os primeiros compositores e grupos musicais, difundiu-se por todo o vale ribeirinho, desenvolvendo-se, principalmente, em Piaçabuçu, Traipu, Pão de Açúcar e Piranhas no lado alagoano.
Em Traipu a Sociedade Clube Doméstico Musical Guarany foi criada em 1886 como uma Sociedade Civil voltada ao entretenimento público, aos moldes da Imperial Sociedade Filarmônica Sete de Setembro, de Penedo, fundada em 16 de agosto de 1865. Nesse período o ensino musical não era gratuito e poucos tinham o privilégio de estudar um instrumento musical. Durante 60 anos (entre 1886 e 1946) os traipuenses recorreram ao ensino musical pago, ministrado por vários maestros naturais da cidade e outros que ali se estabeleceram como Lino Ferreira Lima (sec. XIX), José Leopoldino de Barros e Padre Alfredo Silva (sec. XX).
Em 1946, a Prefeitura Municipal de Traipu inaugura a Escola de Música José Leopoldino de Barros e nomeia como primeiro professor o maestro Ranulpho Carmo de Carvalho (1898- 1953?), ou simplesmente “Nô Carmo”, ex-militar do exército atuante nas bandas de regimento da Bahia, Sergipe e Alagoas. Embora tenha tido o seu nome retirado para homenagear o saxofonista Pedro Basílio do Santos, nos anos 2000, a Escola de Música – que tem o maestro Nelson Souza como professor atual – mantêm as suas atividades.

A memória dos 130 anos de música em Traipu deve ser sempre elucidada, no sentido de ilustrar o quão importante a cultura musical no município fez da povoação ribeirinha parte da história musical de Alagoas. 
Cônego Alfredo Silva e família. Padre em Traipu e professor de música de uma geração. 
Fontes:
SOUZA, Nilton da Silva. Mapeamento de arquivos públicos e particulares do Baixo São Francisco: novas perspectivas à luz de novos documentos. In: Atas do I Coloquio/Encontro Nordestino de Musicologia Histórica Brasileira. Salvador, 2010. Disponível em: http://www.portaleventos.mus.ufba.br/index.php/CNM/I-CENoMHBra/paper/viewFile/45/8.
Jornal do Traipu, 1877-1884.
Jornal Cometa - 1886.
Jornal O Conservador Penedense, 1876-1877.
Jornal do Penedo, 1877-1883.



segunda-feira, 18 de abril de 2016

Série Musicologia Alagoana

A série de pequenos artigos foi pensada como uma ferramenta para a divulgação da música e sua história no Estado de Alagoas. A proposta é colocar os dados acadêmicos obtidos por meio da pesquisa musicológica de modo mais leve para o leitor 'blogueiro". 
Esse tipo de iniciação a uma leitura científica está como meta do Grupo de Pesquisa História, memória e documentação da música em Alagoas (HmDm-AL), ligado ao ICHCA-UFAL/CNPq, como forma de divulgação da linha de pesquisa "Bandas de Música em Alagoas", sob a responsabilidade do vice-líder do grupo, prof. doutorando, Nilton Souza.    

domingo, 14 de junho de 2015

Greve dos docentes da UFAL - comunicado sobre a agenda de atividades

Caros alunos,
durante o período de greve estarei impedidos de lecionar tanto nos curso técnicos, quanto nos cursos e extensão.
Manteremos apenas as atividades laboratoriais: orquestra jovem (com apenas um encontro semanal); e OSU.
A partir do dia 19 de junho faremos também um breve intervalo.
Att.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Curso Básico de Teoria Musical - ETA 2014

Caros alunos matriculados no nosso Curso Básico de Teoria Musical. Sejam bem vindos ao nosso canal de diálogo fora da sala de aula!
Estou disponibilizando o material didático que usaremos durante o nosso curso. Durante os próximos meses espero ter a presença de todos assim, como muito empenho para aprender e usar a teoria musical de forma prática.
Deixo a Apostila de Teoria Musical para servir como nosso guia em sala de aula.
Vamos aproveitar e, sempre que houver dúvida, usarmos esse mecanismo para sana-las.
Att.
Prof. Nilton Souza